Título completo: Ilíada
Autor: Homero
Idioma: Grego Antigo (dialeto homérico)
Data da escrita: Estima-se no século VIII a.C. (por volta de 750 a.C.).
Local de escrita: Provavelmente na Jônia (região costeira da Ásia Menor, atual Turquia).
Data de publicação: Não houve publicação no sentido moderno, pois o poema era cantado oralmente por aedos (poetas). A primeira versão escrito ocorreu em Atenas, no século VI a.C., e o primeiro livro impresso data de 1488.
Período literário: Antiguidade Clássica (Período Épico / Literatura Grega Antiga).
Gênero: Poesia Épica (Epopeia).
Narrador: Onisciente em terceira pessoa (o próprio poeta, que invoca a inspiração da Musa para contar a história).
Cenário: A cidade de Troia (Ílion), a planície ao redor e o acampamento dos aqueus (gregos). Tudo se passa durante algumas semanas no 10º (e último) ano da Guerra de Troia.
Ponto-de-vista: Terceira pessoa onisciente. O foco transita livremente entre o acampamento grego, a cidade de Troia e o Monte Olimpo, mostrando os deuses tramando e interferindo.
Tom: Grandioso, trágico, solene e objetivo. O tom exalta o heroísmo e a glória marcial, mas não esconde a brutalidade, o luto e o sofrimento de ambos os lados da guerra.
Protagonista: Aquiles.
Antagonista: Há duas forças antagônicas principais. Agamêmnon é o antagonista inicial, que ofende o orgulho de Aquiles; e Heitor (junto ao exército troiano) é o grande antagonista no campo de batalha.
Conflitos: O ressentimento pessoal e o orgulho de Aquiles contra Agamêmnon; o combate físico entre gregos e troianos; e a luta dos mortais contra o Destino inflexível e os caprichos dos deuses.
Ação Ascendente: As investidas de Heitor contra os navios troianos; a morte de Pátroclo que, para salvar o exército, veste as armaduras de Aquiles, mas acaba sendo morto por Heitor.
Clímax: Aquiles, consumido pelo luto e pela fúria após a morte de Pátroclo, retorna ao campo de batalha e enfrenta Heitor em um violento duelo individual, que culmina na morte do príncipe troiano.
Ação Descendente: Aquiles arrasta o cadáver de Heitor com sua carruagem, profanando-o. Mais tarde, o rei Príamo (pai de Heitor) vai disfarçado à tenda de Aquiles implorar pelo corpo do filho. Aquiles se compadece, chora junto com o inimigo e devolve o corpo. A história se encerra com o funeral de Heitor.
Antecipação Narrativa (Foreshadowing): O poema faz diversas menções e profecias sobre a queda inevitável de Troia e a morte prematura de Aquiles — eventos que o público grego da época já conhecia, mas que ocorrem cronologicamente logo após o final do livro.

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