Lista das personagens
O protagonista e narrador da obra, um homem rico da elite fluminense que vive uma trajetória de ociosidade, futilidades e insucessos até se tornar um “defunto autor” aos sessenta e quatro anos.
Ler a análise detalhada de Brás Cubas
A grande paixão adúltera do protagonista, uma mulher pragmática que preteriu o amor juvenil para escolher o casamento que lhe renderia sólida ascensão social e prestígio.
Ler a análise detalhada de Virgília
O marido de Virgília e o grande rival de Brás Cubas; um político habilidoso e ambicioso, descrito como uma “águia” impulsionada pela busca de cargos ministeriais e títulos imperiais.
Ler a análise detalhada de Lobo Neves
O engenhoso amigo de infância que herda riquezas e cria a amoral filosofia do “Humanitismo”, mas que sucumbe à tragédia da condição humana e falece totalmente demente.
Ler a análise detalhada de Quincas Borba
Uma formosa e astuta cortesã que foi a primeira paixão ardente do protagonista, cujo relacionamento luxuoso extorquiu-lhe “onze contos de réis” antes que ela se transformasse numa ruína envelhecida.
Ler a análise detalhada de Marcela
Mulher de origem marginal e passado de imensas privações que, forçada pela necessidade da velhice, assumiu o ignóbil papel de acobertar os amantes na Gamboa e morreu na miséria.
Ler a análise detalhada de Dona Plácida
O menino negro escravizado e pertencente à família, que sofreu impiedosos castigos sendo montado como cavalo de carga pelo jovem Brás, mas que obteve a alforria anos mais tarde.
Um varão digno, porém de extrema vaidade, que dedicou a vida a forjar falsificações nobiliárquicas — como a fábula das “trezentas cubas” — para apagar o passado braçal de sua estirpe.
A irmã legítima do protagonista, com quem ele partilhou momentos afetuosos no passado e disputou friamente uma rica herança de prataria antiga após a morte do genitor.
O marido de Sabina, um homem severo que enriquecera com o contrabando de africanos e torturava escravizados, mascarando o seu sadismo por meio da participação em irmandades religiosas.
D. Eulália Damascena de Brito é uma jovem, singela e formosa noiva do protagonista, cujas esperanças matrimoniais foram interrompidas ao falecer tragicamente na primeira epidemia de febre amarela aos dezenove anos.
O pai de Nhã-loló e figura familiar da Corte que, em violento contraste com as normas sociais elitistas, entrega-se a um pranto caótico e um luto visceral diante do caixão da filha.
Imortalizada ironicamente como a “flor da moita”, foi a jovem pretendente que padeceu da ríspida rejeição do protagonista exclusivamente por apresentar uma imperfeição física congênita.
O autêntico patriarca da família, um indivíduo plebeu que exercia o ofício braçal da tanoaria antes de prosperar financeiramente através da exploração de terras como lavrador.
O filho instruído de Damião que, após estudar na Universidade de Coimbra, primou no Estado e garantiu uma fachada de prestígio aristocrático à linhagem ao tornar-se amigo do vice-rei.
O obscuro, pontual e severo mestre-escola dos tempos de juventude, que padecia constantemente com as brincadeiras travessas e as baratas mortas escondidas por Quincas Borba.
O parente libertino, de espírito mundano e picaresco, que exercia inegável má influência ao relatar episódios devassos para o sobrinho desde a mais tenra idade.
Os dois irmãos do pai de Brás Cubas, que debatiam ferrenhamente sobre ser o “amor da glória” a mais autêntica virtude humana ou o vetor da perdição absoluta da alma.
austero e festejado poeta fluminense que teve a hipocrisia de sua respeitabilidade desmascarada quando o menino Brás expôs publicamente o seu beijo adúltero e furtivo.
A vizinha e convidada ilustre do grandioso jantar de 1814 que protagonizou o ilícito flerte com o Dr. Vilaça escondida nos jardins da propriedade.
O talentoso e inseguro poeta, primo de Virgília, que teve o seu brilho silenciado e o intelecto torturado pela deliberada inveja literária de Brás Cubas.
Parente idoso de Virgília e frequentador da casa de Lobo Neves, um senhor esquelético marcado por uma teimosa avareza financeira e perfeitamente resumido como sendo um “hospital concentrado”.
A sobrinha do narrador, rebento biológico da união de Cotrim e Sabina, sendo considerada a grande “flor das damas” e o lírio de sua época.

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