A obra tem início no Castelo de Elsinore, na Dinamarca. O clima é lúgubre e marcado pelo frio intenso nas muralhas. Um fantasma silencioso surge perante os vigias e o cético Horácio. A figura fantasmagórica assemelha-se fisicamente e veste a armadura do falecido Rei Hamlet. Horácio decide que o Príncipe Hamlet deve ser urgentemente informado sobre a pavorosa visão.
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O Rei Cláudio discursa sobre a morte do irmão e celebra seu casamento com a Rainha Gertrudes. O Príncipe Hamlet encontra-se imerso em luto pela morte súbita de seu pai. O protagonista demonstra estar enojado com o casamento precipitado de sua mãe com seu tio e agora padrasto. Em seu primeiro solilóquio, o príncipe reflete isoladamente sobre a futilidade da vida e a corrupção do mundo. O herdeiro decide juntar-se à vigília daquela mesma noite para tentar ver e falar com a assombração.
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Laertes prepara-se para viajar à França e despede-se de sua irmã, Ofélia. O jovem alerta a irmã sobre as promessas românticas e os perigos de se envolver com o Príncipe Hamlet. Polônio chega ao aposento e oferece longos e pragmáticos conselhos paternos para a conduta de Laertes. Após a partida do filho, o conselheiro proíbe severamente que sua filha continue a se encontrar com o príncipe. Ofélia obedece de forma submissa às ordens do pai e promete afastar-se de seu pretendente.
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O herdeiro dinamarquês aguarda no frio das muralhas ao lado de Horácio e Marcelo. Sons de festa e bebedeira ecoam do castelo, os quais o protagonista critica duramente pelo dano à reputação do país. A aparição fantasmagórica surge novamente perante os homens na escuridão da noite. O espectro faz um sinal para que o jovem príncipe o siga até um local mais isolado. Desesperado e destemido, o protagonista ameaça os companheiros que tentam detê-lo e segue a assombração.
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O fantasma do antigo rei finalmente revela sua identidade ao protagonista angustiado. A revelação aponta que o monarca fora envenenado por Cláudio enquanto dormia no jardim. O espectro exige que o filho busque vingança, mas que a Rainha Gertrudes seja deixada apenas ao julgamento divino. Para desorientar a corte e ganhar tempo, o jovem decide que irá fingir loucura a partir daquele momento. Horácio e Marcelo são obrigados a jurar sobre a espada do herdeiro manter segredo absoluto sobre tudo o que presenciaram.
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Polônio envia um servo chamado Reynaldo a Paris com dinheiro e cartas para espionar Laertes. Ofélia entra em cena visivelmente aterrorizada e relata um encontro perturbador com o príncipe. O herdeiro a assustou ao invadir seus aposentos com roupas desgrenhadas, agarrá-la e encará-la em silêncio. Polônio conclui precipitadamente que a insanidade do príncipe é fruto de um amor não correspondido por Ofélia. O conselheiro decide relatar imediatamente esse comportamento errático ao rei para explicar o estado do herdeiro.
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O desconfiado Rei Cláudio convoca Rosencrantz e Guildenstern para espionar o sobrinho. Polônio apresenta ao rei e à rainha sua teoria de que a insanidade do príncipe é fruto de amor frustrado. Uma trupe de atores itinerantes chega a Elsinore e é recebida com enorme entusiasmo pelo herdeiro. Emocionado com a atuação do grupo, o protagonista condena a sua própria hesitação em um solilóquio doloroso. Ele contrata os atores para encenarem a peça “A Ratoeira” a fim de observar a reação do usurpador e confirmar sua culpa.
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Cláudio e Polônio escondem-se para observar um encontro forjado e testar a teoria do amor não correspondido. O protagonista entra e profere o célebre solilóquio “Ser ou não ser”, questionando a dor da existência e o pavor após a morte. Ao perceber que está sendo observado, ele rejeita Ofélia com fúria e manda-a impiedosamente para um convento. Cláudio deduz que o sobrinho não está louco de amor e que os seus pensamentos representam um perigo iminente. O rei decide enviar o jovem à Inglaterra sob o pretexto de cobrar tributos, visando afastá-lo da corte dinamarquesa.
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O herdeiro instrui os atores e pede que Horácio observe atentamente as feições de Cláudio durante a apresentação. A corte reúne-se no salão para assistir à encenação da obra que o protagonista intitulou “A Ratoeira”. Os atores reproduzem no palco os exatos e terríveis detalhes do assassinato do antigo rei. Ao presenciar o envenenamento na peça, Cláudio levanta-se perturbado e exige que o espetáculo seja interrompido. O protagonista e Horácio conversam após a fuga da corte e concluem que a reação do monarca confirma a sua culpa.
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Cláudio, temendo seriamente por sua vida e reinado, ordena que o sobrinho seja levado à Inglaterra sem demora. Polônio informa ao monarca que se esconderá atrás de uma tapeçaria para espionar a conversa entre a rainha e seu filho. O rei ajoelha-se para rezar e lamenta não alcançar o perdão verdadeiro, pois recusa-se a abrir mão da coroa e da esposa. O herdeiro vê seu inimigo de joelhos, mas hesita e desiste de consumar a vingança naquele momento para não salvar-lhe a alma.
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O príncipe repreende a mãe com extrema violência verbal nos aposentos reais, forçando-a a encarar a imoralidade de seu ato. Polônio reage atrás da tapeçaria para socorrer a rainha e o protagonista, acreditando ser o rei, esfaqueia o tecido fatalmente. O fantasma do antigo monarca aparece, visível apenas para o filho, cobrando a concretização da vingança repetidamente adiada. A rainha, incapaz de ver a aparição, observa o herdeiro conversando com o vazio e tem absoluta certeza de que ele enlouqueceu. O jovem pede que a mãe mantenha-se afastada do marido e arrasta o cadáver de Polônio para fora do aposento.
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A Rainha Gertrudes, ainda trêmula e abalada, encontra Cláudio e relata o brutal assassinato do conselheiro chefe. Ela insiste em proteger o filho ao afirmar que ele está completamente consumido por um colapso mental incontrolável. O rei percebe imediatamente que a permanência do sobrinho no castelo tornou-se uma ameaça direta à sua própria vida. E determina de forma irrevogável que o assassino deve ser embarcado para o exílio inglês naquela mesma noite. O monarca encerra a cena tentando arquitetar rapidamente um plano para conter os severos danos políticos à sua imagem.
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O protagonista escondeu secretamente os restos mortais de Polônio em um local não revelado do castelo. Rosencrantz e Guildenstern encontram o jovem e exigem de forma ríspida saber o paradeiro do corpo esfaqueado. O herdeiro recusa-se a oferecer uma resposta direta, utilizando charadas enigmáticas que beiram a insanidade. Ele acusa abertamente os antigos colegas de escola de serem meras esponjas gananciosas a serviço do monarca. Por fim, o herdeiro consente momentaneamente e permite ser escoltado à temida presença de seu tio e soberano.
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Cláudio pressiona duramente o sobrinho cativo, que finalmente revela a localização do corpo após provocações fúnebres. O rei informa ao assassino que um navio já está devidamente preparado para levá-lo à Inglaterra e garantir sua segurança. O protagonista despede-se de sua mãe e parte de forma sarcástica para o seu exílio imposto pelo Estado. Deixado sozinho no recinto, o governante expõe friamente os seus verdadeiros planos e maquinações sanguinárias. Cláudio confessa ter enviado cartas secretas ordenando ao monarca inglês a execução imediata de seu incômodo sobrinho.
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O Príncipe Fortinbrás da Noruega marcha de forma imponente com o seu exército pelas terras dinamarquesas. A caminho do exílio, o herdeiro cruza com as tropas e descobre que eles lutarão por um pedaço de terra estéril na Polônia. O protagonista fica atônito ao ver homens entregando suas vidas por mera honra, contrastando isso com sua própria inação. Em um poderoso solilóquio, o jovem sente profunda vergonha da paralisia causada por sua mente excessivamente analítica. O príncipe decreta de forma sombria que, daquele instante em diante, os seus pensamentos estarão voltados apenas para o sangue.
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A loucura trágica de Ofélia revela-se visceral e devastadora após o assassinato brutal de seu pai. A jovem canta canções desconexas sobre morte e perda percorrendo os pesados e escuros corredores do castelo. Laertes retorna secretamente da França, enfurecido e liderando uma rebelião popular disposta a depor o rei da Dinamarca. O jovem invade as portas armado e exige justiça, mas Cláudio utiliza sua oratória política para acalmar a fúria cega do invasor. Ofélia ressurge distribuindo flores simbólicas aos presentes, partindo definitivamente o coração de seu irmão e selando o caos.
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Marinheiros chegam às portas do castelo de Elsinore trazendo consigo correspondências urgentes direcionadas apenas a Horácio. O leal amigo lê a carta escrita pelo príncipe exilado, tomando conhecimento de uma drástica e imprevisível reviravolta marítima. O herdeiro explica em detalhes que o seu navio foi interceptado e duramente atacado por piratas durante a viagem à Inglaterra. O documento revela que o protagonista se tornou prisioneiro dos corsários, mas conseguiu retornar à Dinamarca mediante favores. Horácio apressa-se em guiar os marinheiros até o monarca para entregar as outras cartas oficiais e ir ao encontro do príncipe.
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Cláudio manipula Laertes para convencê-lo de que o herdeiro foi o único responsável por destruir a vida de Polônio e Ofélia. No meio da conversa, o monarca recebe as cartas inesperadas anunciando o retorno iminente e solitário de seu sobrinho. O rei e Laertes arquitetam rapidamente um duelo letal de espadas, garantindo o extermínio com uma lâmina envenenada e vinho tóxico. A Rainha Gertrudes interrompe tragicamente o conluio relatando que Ofélia caiu em um riacho e morreu afogada cantando. Laertes desaba em lágrimas incontroláveis, consolidando perfeitamente o cenário fúnebre para o derramamento de sangue vindouro.
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O ato final começa de forma sombria no cemitério com dois coveiros debatendo enquanto preparam uma sepultura para Ofélia. Enquanto observa a vala sendo aberta, o protagonista encontra e segura a caveira de Yorick, o antigo bobo da corte. O existencialismo domina a reflexão do jovem, que confronta a futilidade da vida em face da igualdade absoluta da morte. O modesto cortejo fúnebre chega, o príncipe reconhece o corpo, e Laertes salta para dentro do túmulo em total desespero. O protagonista irrompe das sombras e inicia uma severa luta física contra Laertes sobre os restos mortais do seu antigo amor.
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O príncipe relata a Horácio como forjou novas ordens no navio e enviou Rosencrantz e Guildenstern à execução inglesa. O cortesão Osric convida formalmente o herdeiro para o duelo, onde a Rainha Gertrudes bebe, por acidente, o vinho envenenado. Laertes fere o protagonista de forma desleal, mas as espadas são trocadas na confusão e o herdeiro também lhe aplica um golpe letal. Enfurecido e ciente de sua própria morte iminente, o jovem fere Cláudio e o obriga a beber o resto do veneno, matando-o. Hamlet morre nos braços de Horácio, nomeando o Príncipe Fortinbrás da Noruega como rei antes de mergulhar no silêncio eterno.

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