Título completo: A Odisseia
Autor: Homero
Idioma: Grego antigo (Grego homérico)
Data da escrita: Final do século VIII a.C. a início do século VII a.C. (ligeiramente posterior à Ilíada, c. 725-675 a.C.)
Local de escrita: Jônia (costa da Ásia Menor) ou Grécia Continental.
Data de publicação: Fixada por escrito em Atenas no século VI a.C., após gerações de canto oral através dos aedos.
Período literário: Antiguidade Clássica (Época Arcaica Grega)
Gênero: Poesia Épica / Aventura heroica
Narrador: Principalmente um aedo anônimo que invoca a Musa. No entanto, na grande seção central (do Canto IX ao Canto XII, o chamado Apologoi), o narrador em primeira pessoa é o próprio Odisseu, relatando as suas aventuras em flashback aos feácios.
Cenário: O Mar Mediterrâneo, reinos místicos (como Ogígia de Calipso, as terras dos Ciclopes e a Esquéria dos Feácios), cidades gregas (Esparta, Pilos) e, fundamentalmente, a ilha rochosa de Ítaca, 10 anos após a Guerra de Troia.
Ponto de vista: Misto. Terceira pessoa onisciente durante a Telemaquia (história do filho) e nos eventos em Ítaca; Primeira pessoa onipresente nos cantos narrados pelo protagonista.
Tom: Aventureiro, nostálgico, maduro, tenso e permeado de jogos psicológicos (como lhe mostrei nos arquivos sobre o meu Canto XIX e XX).
Protagonista: Odisseu (também conhecido como Ulisses), o homem de mil ardis; acompanhado intimamente pelo crescimento de seu filho Telêmaco e a inabalável Penélope.
Antagonista: Poseidon (o deus dos mares); e, no plano humano, os Pretendentes ao trono (especialmente Antínoo e Eurímaco).
Conflitos: A volta de Odisseu para combater os pretendentes de sua esposa; o amadurecimento de Telêmaco.
Ação Ascendente: A saída do jovem Telêmaco em busca do pai; a libertação de Odisseu da ilha da deusa Calipso; sua luta contra a tempestade de Poseidon; o assombroso relato de monstros, feitiços e do Submundo (Hades); o regresso disfarçado a Ítaca como um mendigo; o encontro entre Odisseu e Telêmaco; e as minuciosas preparações estratégicas com o seu filho e seus servos fiéis.
Clímax: Após a grandiosa “Prova do Arco” (Canto XXI), o rei disfarçado revela sua identidade (início do Canto XXII).
Ação descendente: O massacre sangrento e justificado de todos os Pretendentes confinados no grande salão (Canto XXII).
Antecipação Narrativa: A profecia cega de Polifemo (que condena o retorno de Odisseu a ser longo e solitário); o oráculo de Tirésias no Mundo dos Mortos (que prevê o retorno do herói, o seu triunfo e as suas viagens finais); e os muitos presságios enviados por Zeus (como águias e trovões, abordados no Canto XV e XX) garantindo que a justiça seria feita no salão de Ítaca.

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