Personagens

Lista das Principais

Próximo → 
Odisseu

ODISSEU

Sagaz protagonista, rei de Ítaca, definido pela sua inteligência calculista (mêtis) e resiliência infinita. Sobrevive a deuses, monstros e à fúria do oceano durante vinte anos. É o símbolo máximo da resistência humana, capaz de engolir o orgulho e suportar qualquer provação para reconquistar o seu lar.

📝 Ler a análise detalhada de Odisseu

 

TELÊMACO

O jovem príncipe cujo amadurecimento é contado nos primeiros cantos (a “Telemaquia”). Desperta de um rapaz oprimido e paralisado pelo medo para se tornar o braço direito do seu pai. Ao lado de Odisseu, transforma-se no guerreiro implacável que executa a justiça divina contra os invasores da sua casa.

📝 Ler a análise detalhada de Telêmaco

 

PENÉLOPE

A sábia, fiel e imponente rainha de Ítaca. O pilar inabalável do lar (oikos), que resiste à invasão de 108 pretendentes cruéis durante duas décadas. Usa a sua própria genialidade tática — como a célebre teia que tecia de dia e desfazia de noite — para travar uma guerra silenciosa e proteger o trono do seu marido. (v. Cantos: I; V; XI; XIV)

📝 Ler a análise detalhada de Penélope

 

ATENA

A deusa da sabedoria e da guerra tática, a grande e incansável protetora de Odisseu e Telêmaco. É a personificação do intelecto na obra. Disfarça-se frequentemente de Mentor ou Mentes para guiar os heróis, manipular os eventos a seu favor e garantir que a justiça prevaleça. (v. Cantos: I; II; III; IV; V; VI; VII; VIII; IX; XI; XIII)

📝 Ler a análise detalhada de Atena

 

CALIPSO

A deusa-ninfa de cabelos entrançados que retém Odisseu cativo na ilha de Ogígia durante sete longos anos. Deseja torná-lo o seu marido imortal, mas é forçada por Zeus a libertá-lo. Ao deixá-la, Odisseu prova que prefere a dor da mortalidade humana a uma eternidade vazia de propósito. (v. Cantos: I e IV)

📝 Ler a análise detalhada de Calipso

 

CIRCE

A bela e letal feiticeira da ilha de Eana, que inicialmente transforma os marinheiros de Odisseu em porcos. Após ser subjugada pelo herói, torna-se uma aliada indispensável, acolhendo-os por um ano e fornecendo as rotas e feitiços necessários para a aterradora viagem ao Submundo. (v. Cantos: VIII; IX; X)

📝 Ler a análise detalhada de Circe

 

POSEIDON

O temível deus dos mares e o grande antagonista cósmico. Movido pela fúria após Odisseu ter cegado o seu filho (o ciclope Polifemo), é a força caótica que transforma o regresso do herói num inferno de dez anos. Representa a brutalidade incontrolável da natureza e o trauma imprevisto. (v. Cantos: III; IV; V)

📝 Ler a análise detalhada de Poseidon

 

ZEUS

O rei do Olimpo e guardião absoluto das leis universais da hospitalidade (xénia). É o seu supremo decreto que ordena a libertação de Odisseu da deusa Calipso e a sua assinatura cósmica — um estrondo de trovão solitário — que legitima de vez a justiça impiedosa no palácio de Ítaca. (v. Cantos I; II; III; IV; V; VI; VII; VIII; XI; XII; XIII; XVI; XVII)

📝 Ler a análise detalhada de Zeus

 

POLIFEMO

O monstruoso e grotesco ciclope, filho de Poseidon. Inverte a lei sagrada do acolhimento ao devorar os companheiros de Odisseu na sua caverna. A sua cegueira perante o estratagema do “Ninguém” marca o triunfo definitivo da astúcia humana de Odisseu sobre a força bruta e selvagem. (v. Canto IX)

📝 Ler a análise detalhada de Polifemo

 

TIRESIAS

O venerável e cego profeta tebano, a quem Odisseu é forçado a consultar no aterrorizante Submundo (Hades). Mantendo o seu intelecto mesmo após a morte, profetiza o destino final de Odisseu, avisando-o dos perigos e ensinando-lhe o ritual para apaziguar Poseidon. (v. Cantos: X; XI; XXIII)

📝 Ler a análise detalhada de Tiresias

 

NESTOR 

O velho e experiente rei de Pilos que recebe o jovem Telêmaco com enorme reverência e a mais sagrada hospitalidade. Ao partilhar as memórias do regresso de Troia, educa o príncipe e fornece-lhe cavalos e o seu próprio filho para o escoltar em segurança até Esparta. (v. Cantos: I; III; IV; XI; XV; XVII)

📝 Ler a análise detalhada de Nestor

 

MENELAU

O rico rei de cabelos ruivos de Esparta, que acolhe Telêmaco luxuosamente no meio de uma festa de duplo casamento. Embora se afogue na sua riqueza opressiva, oferece ao rapaz a confirmação vital de que Odisseu não pereceu e que ainda se encontra retido no exílio. (v. Cantos: I; III; IV)

📝 Ler a análise detalhada de Menelau

 

HELENA

A célebre rainha de Esparta, cuja beleza outrora desencadeou a ruína de Troia. Na história de Odisseia, surge dotada de uma intuição quase mágica, decifrando presságios enviados pelos deuses e preparando misturas no vinho para apagar as memórias amargas e a dor dos homens à sua volta. (v. Cantos: IV; XI; XIV)

📝 Ler a análise detalhada de Helena

 

AGAMEMNON

Rei dos aqueus. Regressado vitorioso da Guerra de Troia, encontrou a morte mais ignóbil no seu próprio palácio, assassinado num banquete pela esposa Clitemnestra e pelo usurpador Egisto. Odisseu encontra o seu fantasma amargurado no submundo. (v. Cantos: I; III; IV; VIII; XI; XIII)

📝 Ler a análise detalhada de Agamemnon

 

AQUILES

Protagonista de Ilíada, o grande herói da Guerra de Troia e venerado entre os espíritos como o imbatível príncipe dos aqueus, confessa a Odisseu a sua mais profunda desilusão perante a morte. A sua única consolação nas trevas dá-se ao ouvir sobre a bravura do seu filho, Neoptólemo, o que o faz afastar-se orgulhoso pelos campos de asfódelos. (v. III; IV; VIII)

📝 Ler a análise detalhada de Aquiles

 

ANTÍNOO

O mais violento, sádico e arrogante dos pretendentes de Penélope. Personifica a ofensa suprema às leis da hospitalidade (xênia) e o orgulho cego (húbris). Pela sua crueldade, é o primeiro a ter a garganta atravessada pela flecha vingadora de Odisseu no grande massacre. (v. Cantos: I; II; IV; XVI)

📝 Ler a análise detalhada de Antínoo

 

EUMEU

O leal e honrado porqueiro de Ítaca. Embora ocupe a posição mais baixa na sociedade, possui uma nobreza de alma que falta aos lordes do palácio. É o primeiro a acolher e proteger Odisseu disfarçado de mendigo, provando que a verdadeira grandeza de um homem se mede pela sua lealdade. (v. Cantos XIV e XV)

📝 Ler a análise detalhada de Eumeu

 

EURICLEIA

A velha, sábia e dedicada ama que criou Odisseu e o seu filho desde o berço. É a guardiã dos segredos do palácio e a primeira humana a reconhecer fisicamente o rei regressado, ao lavar-lhe os pés e identificar a sua velha cicatriz de caça. (v. Cantos I; II; IV; XVII; XIX)

📝 Ler a análise detalhada de Euricleia

 

MENTOR

Filho de Álcimo, é o grande protetor dos interesses de Odisseu quando este vai para Troia. Atena se disfarça nele em vários momentos, mas especialmente quando acompanha Telêmaco ao ajudar Odisseu na luta com os pretendentes. Mentor junto com Ântifo e Haliterses são os idosos amigos de Odisseu que têm palavra na ágora de Ítaca. (v. Cantos II e XVII)

 

PISÍSTRATO

Filho de Nestor, por isso chamado Nestórida, acompanha Telêmaco até Esparta, cidade do rei Menelau. (ver Cantos III e XV).

 

LAERTES

O envelhecido e alquebrado pai de Odisseu. Consumido pelo luto, vive isolado na lama do campo, vestido em trapos. O reencontro final entre pai e filho no pomar, regado a lágrimas e sangue derramado, encerra de vez o longo poema, restaurando a dinastia e a paz na ilha. (v. Cantos: I; II; IV; XIV)

 

EURÍMACO

O segundo líder dos pretendentes, marcado pela dissimulação e pela falsidade diplomática. Mestre em mentiras, jura proteger Telêmaco enquanto planeja o seu assassinato nas sombras. A sua lábia não o salva, caindo perante as armas do rei legítimo como os restantes.

 

ALCÍNOOO

O bondoso rei dos feácios e pai de Nausïcaa. É o governante de um reino quase utópico e o anfitrião maravilhado que escuta as longas histórias do passado trágico de Odisseu. Honrando os deuses, fornece os navios mágicos e os tesouros que levam o herói adormecido de volta à Ítaca.

 

NAUSÏCAA

A pura e inteligente princesa dos feácios. Com enorme coragem e diplomacia, não foge do herói quando este surge nu e destroçado na praia. Ao aplicar perfeitamente a lei da hospitalidade, torna-se a salvadora de Odisseu e a sua ponte de regresso à luz da civilização.

 

ARETE

A incrivelmente sábia e reverenciada rainha dos feácios, que detém grande influência e poder de decisão na sua sociedade utópica. É a ela que Odisseu deve suplicar inicialmente, provando que a salvação do herói repousa muitas vezes na autoridade e na empatia femininas.

 

ÉOLO

O mortal guardião e senhor dos ventos, nomeado pelas próprias divindades. Concede a Odisseu um odre mágico contendo tempestades para lhe assegurar a viagem, mas quando a tripulação o abre por ganância, expulsa-os de imediato ao perceber que estão amaldiçoados pelos céus.

 

DEMÓDOCO

O venerável cantor e poeta (aedo) cego da corte dos Feácios. As suas canções sobre os heróis da Guerra de Troia têm o tremendo poder de ressuscitar o passado e arrancar a dor da alma de Odisseu, precipitando o momento em que este revela a sua verdadeira identidade aos anfitriões.

 

ELPENOR

O marinheiro mais jovem e menos notável da tripulação, que morre de uma forma absurda e indigna ao adormecer embriagado e cair do telhado de Circe. No submundo, o seu fantasma suplica por rituais fúnebres, servindo de lembrete sobre a fragilidade da vida e a obrigação sagrada de honrar os mortos.

 

HERMES

O mensageiro dos deuses, chamado por Zeus para atuar como o elemento motor da salvação heroica. É enviado aos confins do oceano, à ilha de Ogígia, com a missão direta de informar a ninfa Calipso que as provações cativas de Odisseu terminaram e este deve voltar ao mar.

 

TEOCLÍMENO

O misterioso vidente que interpreta aves agourentas para assegurar que a dinastia real não será quebrada. Durante um banquete profano, sofre uma macabra visão, identificando as paredes a escorrer sangue e as almas já perdidas dos pretendentes, provando que estes são, metaforicamente, cadáveres a aguardar as flechas.

 

MELANTO

Uma jovem e insolente criada do palácio que personifica a letal e meticulosa corrupção a partir do interior do lar. Entregando-se como amante dos invasores, comete a tremenda falha moral de insultar e agredir o seu próprio rei enquanto este mendiga disfarçado na sarjeta da sua casa.

 

ANFÍNOMO

O pretendente que demonstra possuir uma consciência culpada e certo temor pelos deuses, chegando a refrear impulsos de homicídio da restante matilha contra o príncipe. Embora tente agir esporadicamente como a voz da razão, rejeita todas as propostas furtivas de salvação, sendo condenado juntamente com os restantes usurpadores.

 

ARGOS

O velho cão de Odisseu que jaz moribundo num monte de estrume, simbolizando não só o abandono, mas a verdadeira honra esquecida em Ítaca. Revelando possuir uma nobreza superior à dos arrogantes da corte, é o único ser capaz de reconhecer o seu mestre de forma imediata e puramente instintiva por trás da miséria e do disfarce. (v. Canto XVII)

 

IROS (ARNEU)

O célebre e volumoso mendigo da região que confronta grosseiramente Odisseu nas portas, operando pela covardia e sobrevivência parasitária. O seu duelo contra o forasteiro serve para testar as forças físicas ocultas do herói, resultando numa sombria exibição de violência e humilhação perante os usurpadores entretidos.

 

FILETEU

O firme e valente boieiro de Ítaca que, num exato compasso moral, alia a sua inquebrável devoção bélica à do porqueiro Eumeu. Na hora de cobrar a grande purificação com sangue, tranca as portas do pátio e transforma-se no carrasco complementar do herói para banir de Ítaca os senhores folgados e restaurar de vez a coroa.

 

FILÉCIO

Assim como Eumeu é o chefe dos porqueiros e Melântio é o chefe dos pastores, Filécio é o chefe dos vaqueiros de Odisseu. Ele, como Eumeu, mas diferente de Melântio, é fiel a Odisseu e luta ao seu lado contra os pretendentes. (v. Canto XX)

 

AJAX, O MAIOR

Um dos heróis mais importantes na Guerra de Troia, junto com Odisseu. Depois da morte de Aquiles, uma disputa se trava para saber quem ficaria com a armadura do grande herói. Odisseu ganhando, Ajax trama uma vingança. Atena lhe infunde loucura e ele mata um rebanho de ovelhas. Quando desperta de sua loucura, se mata. Odisseu o encontro no submundo, mas não conversam. (v. Cantos: III; IV; XI)

 

ANTÍFATES

Rei dos Lestrigões, na região onde o dia e a noite são bem curtos. Este povo mata quase todos os companheiros de Odisseu (v.  Canto X).

 

APOLO

O deus da adivinhação, das artes e da música (as Musas dependiam diretamente dele). Venerado como o supremo deus arqueiro, é no dia exato do seu sagrado festival em Ítaca que a arrogância dos pretendentes encontra o seu fim. (v. Cantos: IV; VI; VII; VIII; XVII; XIX).

 

ARES

Deus da guerra. É um dos 12 grandes deuses Olímpicos. Na Guerra de Troia está basicamente ao lado dos troianos, mas tem pouca relação com a justiça de sua causa. No canto VIII, Demódoco, aedo dos feácios, canta o episódio de sua traição com Afrodite. (v. Cantos: VIII; XI; XIV)

 

CÍCONOS

Povo que na Ilíada é aliado aos troianos. Na Odisseia, sua cidade, Ismaro, é pilhada por Odisseu que salva apenas um sacerdote de Apolo que lhe dá em troca um vinho maravilhoso, usado para fazer Polifemo, o ciclope, dormir. No entanto, os companheiros não ouvem Odisseu que lhes adverte de fugirem logo que terminam a pilhagem e são atacados por outros cíconos (v. Canto IX).

 

LESTRIGÕES

Povo gigante e canibal que produz a maior perda no exército de Odisseu; todos os navios são destruídos menos o seu próprio. Sua cidade parece ser ao norte da África (v. Canto X).

 

LOTÓFAGOS

Povo que come uma lótus, certa planta que produz perda de memória. Eles recebem muito bem aos companheiros de Odisseu e os incentivam a ficar com eles e esquecer o retorno à pátria. Odisseu tem que forçar os companheiros a continuar o caminho. (v. Canto IX)

 

CILA

Filha de Crateis e Forcis, é um terrível monstro marinho que mora em uma gruta na costa da Itália. Ela tinha a forma de uma mulher e ao redor de seu corpo crescia um anel com seis cabeças de cachorros. Todos que passavam por perto eram devorados. (v. Canto XII).

 

CARIBDE

Filha de Gaia e de Poseidon, mora em uma pedra perto de Messena, no estreito entre a Itália e a Sicília. Três vezes por dia ela engolia toda água ao seu redor, incluindo qualquer navio, e depois expelia. (v. Canto XII)

 

ORESTES

Filho de Agamemnon e de Clitemnestra, é o vingador da morte de seu pai, que foi traído por Egisto e pela própria esposa, Clitemnestra. Orestes mata tanto Egisto quanto sua mãe. (v. Cantos I e IV).


EGISTO

Junto com a mulher de Agamemnon, Clitemnestra, mata o rei quando este volta da Guerra de Troia. Orestes, filho de Agamemnon, vinga a morte de seu pai matando tanto Egisto quanto sua mãe, Clitemnestra, e por isso as Eríneas o atacam. (v. Cantos: I; III; IV)

 

INO

Também chamada de Leucoteia (a deusa branca) é filha de Cadmo e Harmonia e aqui na Odisseia é ela que ajuda Odisseu a fugir da furiosa tempestade enviada por Poseidon e alcançar a Feácia. (v. Canto V)

 

SÍSIFO

Famoso por ser muito esperto e pouco escrupuloso, suas lendas são sempre sobre algum truque seu. Tendo traído Zeus, este manda a Morte (Tanatos) capturá-lo. Sísifo engana a morte duas vezes, mas acaba sendo enviado para punição que vemos aqui na Odisseia (v. Canto XI). 

 

TÂNTALO

Filho de Zeus e Pluto (filha de Crono), muito rico e amado pelos deuses. Existem várias vertentes para a terrível punição que ele aparece recebendo aqui na Odisseia e uma delas é a seguinte: querendo testar se os deuses eram mesmo oniscientes, mata o próprio filho e o entrega em um banquete (v. Canto XI).

 

ZÉFIRO

Também chamado Favônio, é a personificação do vento Oeste, filho de Astreos e Éos (Astros e Aurora). (v. Cantos: II; IV; V; VII; XIV).

 

ICÁRIO

Pai de Penélope, esposa de Odisseu e rainha de Ítaca. (v. Cantos I e XVII)

 

MEDONTE

Arauto dos pretendentes. Ele conta para Penélope sobre o complô dos pretendentes para matar Telêmaco. (v. Cantos IV e XVI)

Próximo → 
Odisseu

gemini generated image rhp3jcrhp3jcrhp3 (1) (1)

Guias de estudos literários para todos os tipos de leitores.

Contato

© 2026 All Rights Reserved.