Título completo: O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray)
Autor: Oscar Wilde
Idioma: Inglês
Data da escrita: Entre 1889 e 1890 (com adições e revisões para a edição final de 1891).
Local de escrita: Londres, Inglaterra.
Data de publicação: Julho de 1890, na revista Lippincott’s Monthly Magazine. A versão definitiva, censurada e expandida em formato de romance, foi lançada em abril de 1891.
Período literário: Esteticismo e Decadentismo (movimentos característicos do fim do século XIX, conhecidos como fin de siècle).
Gênero: Romance filosófico, ficção gótica e horror psicológico.
Narrador: Anônimo em terceira pessoa.
Cenário: Final do século XIX, quase integralmente em Londres, Inglaterra, e ocasionalmente na propriedade rural de Dorian Gray, em Selby Royal.
Ponto-de-vista: Narrador onisciente, que penetra e relata os pensamentos, percepções e motivações dos personagens, focando predominantemente na perspectiva e na mente de Dorian Gray, mas também nas de Lord Henry Wotton e Basil Hallward.
Tom: Sombrio, cínico, irônico, sofisticado e intensamente filosófico. A obra exalta o belo e o hedonismo ao mesmo tempo em que tece uma crítica moral subjacente sobre a vaidade, a corrupção da alma e a superficialidade da alta sociedade vitoriana.
Protagonista: Dorian Gray.
Antagonista: A figura antagônica é multifacetada. Lord Henry Wotton atua como o catalisador da corrupção filosófica de Dorian. O próprio retrato atua como um antagonista silencioso, refletindo a monstruosidade oculta do protagonista. Em uma escala mais ampla, as forças antagônicas são o envelhecimento, a mortalidade e a própria consciência de Dorian.
Conflitos: Homem contra si mesmo (a batalha interna de Dorian entre seus desejos hedônicos e a deterioração de sua alma); Homem contra a sociedade (as transgressões morais ocultas sob o véu da alta classe); A pureza da arte versus a corrupção da vida humana.
Ação Ascendente: Inicia-se quando Basil Hallward pinta o retrato e apresenta Dorian a Lord Henry. Sob a influência de Henry, Dorian deseja que a pintura envelheça em seu lugar. A narrativa ganha força com o trágico romance de Dorian com a atriz Sibyl Vane. Ao ser cruel e rejeitar Sibyl, provocando o suicídio dela, Dorian percebe a primeira alteração cruel e nefasta na pintura, confirmando que seu pacto sobrenatural se realizou. Inicia-se então sua jornada deliberada pela devassidão ao longo dos anos.
Clímax: O assassinato do pintor Basil Hallward por Dorian Gray. Este momento sela a total ausência de retorno moral para o protagonista, transformando-o de um homem corrupto em um criminoso irredimível.
Ação descendente: O esforço desesperado de Dorian para esconder seu crime chantageando Alan Campbell para se livrar do corpo. A crescente paranoia de Dorian, seguida pela perseguição implacável de James Vane (irmão de Sibyl), que culmina na morte acidental de James. Por fim, o retorno de Dorian a Londres e sua decisão angustiada de tentar “matar” sua consciência destruindo o retrato.
Antecipação Narrativa: O próprio título e a hesitação de Basil em expor o quadro prefiguram a importância sinistra da obra. As palestras de Lord Henry sobre a natureza fugaz da juventude e da beleza plantam a semente que leva Dorian a fazer seu fatídico desejo. As premonições e o medo constante de Dorian de que alguém descubra a pintura escondida em seu sótão também criam tensão ao longo da narrativa, antecipando a eventual revelação e destruição do segredo.
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