Informações sobre a obra
Título completo: Alice’s Adventures in Wonderland (Aventuras de Alice no País das Maravilhas).
Autor: Lewis Carroll (pseudônimo do matemático Charles Lutwidge Dodgson).
Idioma: Inglês.
Data da escrita: Entre julho de 1862 (quando a história foi contada oralmente pela primeira vez) e o início de 1863 (quando o manuscrito inicial foi concluído).
Local de escrita: Oxford, Inglaterra.
Data de publicação: 1865 (a primeira edição foi impressa em julho e depois reimpressa e lançada oficialmente em novembro do mesmo ano).
Período literário: Era Vitoriana.
Gênero: Literatura infantil, Fantasia, Literatura Nonsense (absurdo).
Narrador: Narrador em terceira pessoa, que é onisciente, lúdico e ocasionalmente intruso, fazendo comentários diretos sobre as situações.
Cenário: Inicia-se na margem de um rio pacato na Inglaterra vitoriana e, em seguida, transcorre inteiramente no País das Maravilhas, um mundo subterrâneo caótico e sem leis lógicas.
Ponto-de-vista: Em terceira pessoa, mas o foco narrativo está intimamente ancorado na perspectiva, nos pensamentos e nos sentimentos da protagonista.
Tom: Lúdico, onírico (como em um sonho), ilógico e bem-humorado, contendo também fortes tons de sátira e, por vezes, uma atmosfera levemente sombria.
Protagonista: Alice, uma menina inglesa curiosa, educada e imaginativa.
Antagonista: Embora a Rainha de Copas atue como a principal figura de ameaça no enredo, o verdadeiro antagonista de Alice é a própria desordem. O ambiente ilógico e a falta de regras consistentes do País das Maravilhas desafiam constantemente a razão e a identidade da personagem.
Conflitos: O conflito central envolve a tentativa da protagonista de aplicar a lógica, as regras e a educação vitoriana a um mundo que funciona à base do absurdo. Há também o conflito prático de conseguir controlar as constantes mudanças do seu tamanho físico para conseguir entrar no belo jardim.
Ação Ascendente: Ocorre a partir do momento em que a protagonista segue o Coelho Branco, cai na toca e se vê presa em um corredor de portas. A ação se desenvolve através de seus encontros inusitados com criaturas como a Lagarta, a Duquesa, o Gato de Cheshire, a Lebre de Março e o Chapeleiro Maluco, enquanto ela tenta desesperadamente se adaptar e entender as “regras” daquele lugar.
Clímax: Acontece durante o caótico julgamento do Valete de Copas. A protagonista, que começa a voltar ao seu tamanho normal, cansa-se do excesso de ilógica do tribunal, recusa-se a abaixar a cabeça para a Rainha de Copas e confronta todos os presentes ao gritar a verdade: “Vocês não passam de um baralho de cartas!”.
Ação descendente: As cartas do baralho voam pelo ar e caem sobre a protagonista. Imediatamente a seguir, a transição para a realidade acontece: a menina desperta na margem do rio, deitada no colo de sua irmã mais velha, e percebe que tudo foi um sonho extravagante.
Antecipação Narrativa: A longa e lenta queda pela toca do coelho, onde não há gravidade normal, prenuncia que as leis da física e da razão não funcionarão naquele mundo. Além disso, as menções constantes sobre tempo e execução que surgem ao longo da história prenunciam o caótico julgamento final e a famosa frase da Rainha de Copas (“Cortem-lhe a cabeça!”).

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