Édipo Rei: Resumíssimo

Resumo do Resumo

➡ TRECHO 1 – 340

A cidade de Tebas sofre sob uma peste devastadora que adoece e mata seu povo. Uma multidão de suplicantes reúne-se no palácio para implorar a ajuda do rei Édipo. Ele revela já ter enviado seu cunhado, Creonte, ao oráculo de Apolo em Delfos. Creonte retorna com a resposta divina indicando o caminho para a salvação da cidade. A praga é uma punição porque o assassino do antigo rei, Laio, permanece impune. Édipo compromete-se publicamente a descobrir, punir e banir o culpado de Tebas. O governante profere maldições severas contra o assassino ainda desconhecido. Para auxiliar na difícil busca, o sábio e cego profeta Tirésias é convocado à corte.

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➡ TRECHO 341 – 708

Tirésias chega ao palácio, mas recusa-se inicialmente a revelar o que sabe. Édipo, enfurecido com o silêncio, acusa o profeta de cumplicidade no crime. Provocado, Tirésias declara abertamente que o próprio Édipo é o assassino. O rei rejeita a acusação, considerando-a um complô entre Creonte e o adivinho. Inicia-se um embate verbal amargo, no qual Tirésias prenuncia a ruína e a cegueira do rei. Após a partida do profeta, Creonte entra em cena para se defender das pesadas acusações. Os dois cunhados discutem publicamente de forma intensa, orgulhosa e perigosa. Jocasta, atraída pelo barulho, intervém para tentar apaziguar a violenta querela política.

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➡ TRECHO 709 – 997

Jocasta tenta acalmar Édipo afirmando que profecias humanas não são confiáveis. Ela relata que Laio foi morto numa encruzilhada, contrariando um antigo oráculo. O detalhe da encruzilhada desperta no rei uma terrível e sombria suspeita. Ele recorda ter matado um homem idoso num local semelhante no passado. Um mensageiro chega de Corinto para anunciar a morte de Pólibo, o rei daquela cidade. A notícia traz um falso alívio a Édipo, pois ele acredita não ter matado o pai que o criou. No entanto, o mensageiro revela que Édipo era, na verdade, uma criança adotada. Jocasta compreende a terrível verdade antes de todos e foge para o palácio desesperada.

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➡ TRECHO 998 – 1310

O mensageiro explica que recebeu o bebê Édipo de um antigo pastor que servia a Laio. Édipo, ignorando os avisos finais e o desespero de Jocasta, insiste em interrogar esse pastor. O velho pastor é trazido à força e tenta esquivar-se de revelar o grande segredo. Sob ameaça de tortura física, o servo confessa ter entregue a criança para ser salva. Confirma-se então que o bebê era filho de Laio, originalmente destinado a morrer na montanha. Édipo compreende, no seu limite, que assassinou o pai biológico e se casou com a própria mãe. Aterrorizado com a identidade revelada e a profecia cumprida, corre para o palácio. Um segundo mensageiro surge logo depois para relatar a imensa catástrofe ocorrida lá dentro.

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➡ TRECHO 1311 – 1680

O segundo mensageiro descreve o trágico suicídio da rainha Jocasta por enforcamento. Conta que Édipo, ao encontrar o cadáver, arrancou os broches de ouro do vestido dela. Com os objetos pontiagudos, o rei perfurou os próprios olhos repetidamente até cegar-se. Agora envolto em trevas e ensanguentado, Édipo ressurge perante o coro horrorizado. O protagonista lamenta seu destino, reconhecendo a dor da escuridão física e da ruína moral. Creonte assume o poder regente em Tebas e Édipo implora para ser banido para o monte Citéron. Após uma comovente e dolorosa despedida de suas duas filhas, o rei caído aceita o exílio. O coro encerra a peça lembrando que nenhum mortal deve ser considerado feliz até o fim da vida.

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